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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

E a moeda?

Ninguém sabia como ou quando aconteceu. Na realidade, me surpreende até que uma só alma daquela cidade houvesse percebido. Mais ainda! Pergunto como aquilo foi parar na boca do povo. Todos adoram uma boa fofoca... E se for um drama então... Todos se sensibilizam a passá-lo adiante. E é isso que eu vou fazer...

Seu nome ninguém conhecia de verdade. Em um instante era João, logo à frente o chamavam de Pedro. Enquanto na cabeça de muitos só poderia ser Judas.

Foi como Judas que conheci sua história, e dessa forma irei lhes contar.

Há quem jure que nunca ouviu sua voz. Outros dizem que adorava distribuir sorrisos. A única certeza em que todos concordavam: Judas não era de faltar às missas... Aliás, nunca deixou de ir à igreja aos domingos. Durante 3 anos e 3 meses. Ou melhor, 39 moedas de ouro - Depositava todo primeiro domingo do mês uma moeda na caixinha do dízimo.

Na pequena cidade, o punhado de habitantes era distribuídos em três quarteirões que ladeavam a praça, e suas construções morriam nas paredes da igreja, formando um círculo que era cortado ao meio por uma estrada semi-nova apesar de ter muitos anos.

Uma estrutura muito favorável ao telefone-sem-fio de fofocas, que em pouco tempo circulava toda a cidade, retornando ao início sem que o autor dos boatos fosse capaz de reconhecer as próprias informações cedidas.

No início do quarto mês do quarto ano, ao abrir a caixinha ao final da missa, o padre contou as moedas. Contou outra vez, e mais uma. E então, outras três depois dessa, até concluir que faltava uma moeda.

Ele consultou sua memória, que declarou que todos estavam ali na missa daquele domingo. Não entendia, porque nunca antes alguém atrasou o dízimo. Logo pensou nas travessuras dos coroinhas. Iria interrogá-los. No entanto, decidiu esperar até o próximo domingo.

E demorou a chegar. Não que os dias tivessem mais horas, mas prestava-se mais atenção nelas.

Naquele dia, antes de perguntar a qualquer um que fosse sobre que fim levara a moeda, o padre resolveu observar para não cometer um deslize. Até que algo chamou sua atenção. Um espaço vazio. Logo no primeiro banco. Celebrou a missa tentando se lembrar a quem pertencia aquele pedaço de madeira.

Aquela moeda que faltava pertencia a quem naquele lugar se sentava. Sinceramente, o sacerdote de mais nada sentia falta. A não ser do metal dourado.

O sorriso lhe veio a mente, e se perguntou como poderia ter se esquecido de alguém que sempre foi tão intrigante para ele. Da mesma forma que chegou, teria ido embora? Do nada? Talvez estivesse doente... Decidiu visitá-lo. Mas onde ele morava? Não fazia ideia.

Foi o já velho sacerdote a caça do tesouro. Ou melhor, de Judas. ;bateu em todas as portas dos três quarteirões. Entre xícaras de café e prosa com os fiéis, muito pouca informação obteve. Até que quase fora da cidade, em uma fazenda que criava ovelhas, um pastor lhe deu a resposta:

- Acredito que esteja a procura de Judas. O que me espanta muito, já que em mais de três anos, nunca recebeu uma única visita. Mas entre, entre. Venha tomar um café que minha senhora acaba de passar.

O pastor tinha um jeito muito simples e que apesar das boas condições financeiras, não se preocupava em escondê-lo por baixo de trajes elegantes como o resto da cidade.

- Temo que sua viagem tenha sido em vão... Judas não está mais entre nós. – Continuou enquanto abria a porteira para o padre entrar. – Ele partiu há mais de uma semana... É uma pena mesmo! Teria adorado a sua visita.

- E para onde ele foi? – Apressou- se a perguntar.

- Para o Reino dos Céus, meu caro. O senhor não deveria saber? Não tem ligação direta com Deus?

O sacerdote arregalou os olhos e começou a pensar no que dizer, mas foi interrompido imediatamente por uma gargalhada.

- HAHAHA! Estou a brincar com o senhor. É claro que sei que as coisas não funcionam desta forma.

Os dois sentaram na casa. A mulher do pastor lhes serviu café e bolo de fubá, enquanto o dono da casa se pôs a contar que fim levara Judas.

- Ele chegou há anos. Pediu um lugar para passar a noite. Dormiu no celeiro daí por diante. Trabalhava no pasto cuidando de minhas ovelhas em troca de um metro de feno e teto, mais uma moeda de ouro que recebia todo final de mês.

“Pelo visto não tinha família por perto. E só Deus sabe com o que gastava as moedas que ganhava., pois nunca o vi comprar um par de meias sequer. O que faz todo sentido. Não tinha sapatos tampouco...”

O padre engoliu em seco antes de perguntar:

- Morreu de quê?

O pastor deu de ombros...

Quando o encontrei, estava pendurado na ponta daquela corda ali – disse apontando para uma corda que pendia do encosto de uma cadeira logo a frente. – Ele próprio a usava para capturar pelo pescoço as ovelhas fujonas. Que ironia...

Antes de dar as costas e ir embora, o padre tinha apenas mais uma pergunta:

- Ele morreu no final do mês passado. Isso quer dizer que ficou sem receber sua moeda de ouro?

- Sim... Estava indo entregá-la quando o encontrei.

E finalmente alguém lamentaria a morte de Judas... Ou de Pedro... Talvez João...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Nota #6

Já que tentando agradar não consegui agradar, agora quero desagradar para ser, no mínimo, coerente...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

V ou F?




Minta para mim! Só não me deixe descobrir a verdade.

Todos nós preferimos uma grande fantasia à encarar a realidade. A verdade limita e força a conhecer e a reconhecer aquilo que mais tentamos negar. Não é por acaso que elogiamos sem cerimônia, e criamos métodos para criticar - o tal do feedback. A verdade ruim machuca enquanto a boa mentira - "inocente" -  protege.

Só é seu amigo aquele que consegue lhe convencer daquilo que você mesmo sempre quis acreditar.

Saiba mentir!

Não nos importamos em ser enganados. No entanto, não suportamos a ideia de conhecer o real que não tão sabiamente esconderam atrás do falso.
Quando pedimos sinceridade, o máximo que queremos são aquelas meias-verdades camufladas com palavras de incentivo e carinho.

Amigo de verdade não é aquele que abre os seus olhos, e sim o que está disposto a te mostrar o mundo como deseja ver. Não negue! A pior mentira é aquela que contamos para nós mesmos...Pense o que quiser, mas você não suportaria ter todos os seus defeitos apontados.

Pode ser tudo verdade ou tudo mentira o que eu acabei de dizer... O que importa é: eu te convenci?

Nota #5

Colocamos as pessoas em pedestais tão altos que não me surpreendo quando não conseguimos alcançá-las...
Endeusamos suas qualidades e minimizamos seus defeitos...
Esquecemos de sua humanidade e desistimos sem nem tentar...

sábado, 8 de outubro de 2011

Nota #4


I'll send all my love to you
But you'll never know where it comes from
'Cause I'll never tell
And you'll never wonder...


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Eles também se cansam...


Nenhum interesse em esconder o que sinto. Não morro de amores em silêncio, nem me calo diante do desgosto. Para quê complicar o descomplicado se são tão poucas coisas fáceis de resolver?

Se esconder, fingir que não é com você. Pura covardia tentar esquecer antes mesmo de tentar entender. Às vezes é tão gritante como algumas coisas nos afetam que exigimos uma percepção imediata daqueles que nos cercam. É tão óbvio, não é mesmo? Será que precisamos externar com palavras aquilo que está tão bem definido em nosso semblante? Mas será que é tão visível como imaginamos?

Então, já que não nos preocupamos em esconder, o que custa falar? Somos tão orgulhosos que esperamos o primeiro passo que o outro deve dar. Nenhum movimento é feito... Viramos as costas e andamos para trás.

Muitos fatores influenciaram aquilo que deu certo, e o reconhecimento daquilo que se sente é fundamental. Pergunte a qualquer um dos seus bons exemplos.

O romantismo não está na espera pelo príncipe encantado, e a solução para todos os seus problemas não está no acaso ou no destino. Eles também estão à espera do seu primeiro passo... Eles também se cansam...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

falta um pouco de atenção...


...Pela terceira vez: "Que horas são?"

Olhando torto, te ignora... Ela pensa que você só pode estar brincando com a cara dela... Agora ficou sem sua resposta. Aquela que ouviu por duas vezes, mas qual era mesmo? Ouviu e não entendeu? Entendeu, mas se esqueceu? Tanto faz... "Que horas são?"

Tudo é tolerável até que começa a incomodar. Até suportável quando começa a atrapalhar.

Quem nunca se esqueceu onde colocou a carteira, onde deixou os óculos?
"Será que eu tranquei a porta?"

Entrar no ônibus e se lembrar da carteira em cima da cama. Quem nunca fez isso? E quem sempre faz isso? Esquecer torna-se um obstáculo quando os danos são concretos. Quando o simples fato de voltar para buscar o que deixou pra trás se transforma em perda de tempo. E chegar no horário, quase impossível!

"Falta um pouco de atenção."

É anotar para se lembrar, e esquecer-se de onde anotou.

Paciência para tudo. Paciência para ler duas, três vezes o mesmo parágrafo. Terminar um livro? Tem que ser bom! Entender um livro? Haja paciência...

Quando algo simples lhe exige três vezes mais esforço. E o simples ato de prestar atenção em uma conversa se torna em falta de interesse aos olhos dos outros.

É perguntar e não ouvir a resposta, porque milhões de outras perguntas já surgiram em sua cabeça. Pedir paciência e compreensão. É ter vergonha e fingir que entendeu, quando tudo que se lembra é do próprio ponto de interrogação...

É não parar! Nenhum segundo... É incomodar.

Falta atenção, falta intenção...

Vou parar por aqui, porque sei que nem lembro mais em como comecei... É fugir do tema na redação...

sábado, 10 de setembro de 2011

Nota #3

Passo e finjo que nem conheço pra não ter que parar e relembrar os bons momentos que nunca vivemos.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Nota #2

Aquele que só se lembra de você quando ninguém mais lembra dele...

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Nota #1

A muita coisa de que não faço questão...
Não faço questão de lembrar o passado
Não faço questão de esquecer o passado
Faz parte de mim... Do que eu sou... E a ele devo muito... Quase tudo!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Love, -A

Revisando...

Ontem falei um pouco sobre How I Met Your Mother para vocês, mas sei que comédia não agrada a todos. Pessoas com o coração peludo vão preferir algo mais "violento", mas como eu não sou assim, não tenho muitas dicas para quem curti zumbis, vampiros ou demônios...
No entanto, se você não é tão extremo assim, e está a procura de um bom suspense e quebra-cabeças de darem nó, tenho algo que talvez você possa gostar. Aliás, essa é hoje uma das minhas séries favoritas.

Estou falando de...

Pretty Little Liars
Baseada nos livros da escritora Sara Shepard, a série produzida pela ABC Family chegou as telinhas no ano de 2010, e se encontra atualmente no início de sua segunda temporada.

A trama conta a história de 5 amigas, sendo elas as garotas mais populares da pequena cidade de Rosewood, que se vêem separadas logo que uma misteriosa tragédia abala essa amizade: o desparecimento de Alison DiLaurentis (Sasha Pieterse), a queen bee do grupo, e segundo elas mesmas, a razão de serem amigas.

Um ano após o desaparecimento Alison, as quatro que passaram todo esse tempo afastadas, são unidas novamente, e mais uma vez, por Alison, ou melhor, por alguém que se passa por ela.

Logo que uma delas, Aria Montgomery (Lucy Hale), retorna a Rosewood após uma temporada na Europa, todas elas - Emily Fields (Shay Mitchell), Hanna Martin (Ashley Benson), Spencer Hastings (Troian Bellisario) e a própria Aria - começam a receber mensagens anônimas assinadas com a letra "A". Mensagens contendo segredos que só a Alison poderia saber. Mas assim que as esperanças sobre ela ainda estar viva surgem, logo são levadas embora, quando a polícia finalmente encontra seu corpo.

A série é rodeada de perguntas e mistérios como:

- Quem matou Alison DiLaurentis?
- Quem é a -A?

E outras questões envolvendo segredos das 4 amigas, que começam a serem perseguidas e ameaçadas por -A. Conforme a história vai se desenvolvendo você percebe que essas perguntas iniciais não são nada comparadas a todas as outras que vão aparecendo. E já vou avisando... Não adianta quebrar a cabeça! Nada do que parece ser, realmente é.

E como a própria Alison costumava dizer "É o segredo que nos mantém unidas". Mas será que elas continuarão amigas quando todas as respostas vierem a tona?

Mas fiquem tranquilos meninos! Apesar de parecer uma série feita exclusivamente para meninas, não existe nada de muito girly ou aquelas intermináveis problemáticas sobre quem vai ficar com quem.

Pretty Little Liars é conhecida por ter um dos mais belos elencos da televisão americana, agradando os olhos de todos.

E então? Vocês concordam?

Música de abertura: Secret - The Pierce

"Got a secret
Can you keep it?
Swear this one you'll save
Better lock it, in your pocket
Taking this one to the grave
If I show you then I know you
Won't tell what I said
Cause two can keep a secret
If one of them is dead…"


Tradução

“Tenho um segredo
Você pode guardá-lo?
Jure que esse você irá guardar
Melhor tranca-lo em seu bolso
Levando ele ao seu túmulo
Se eu te mostrar então eu sei que você

Não vai contar o que eu disse
Porque duas pessoas podem guardar segredo
Se uma delas está morta ...”


E essa foi mais uma dica para vocês curtirem esse restinho de férias que vos restam... Amanhã estou de volta para contar mais um segredinho meu...

Love, -A


domingo, 17 de julho de 2011

"Have you met..."

Hey! Olha quem está de volta antes mesmo do esperado...

Após dar uma revisada no conteúdo do meu blog, vi o quão down ele pode ser às vezes... Então resolvi dar uma animada nisso aqui!

Nessas férias de julho você não tem nada para fazer? Sua mãe insiste para que você arrume um emprego e saia da frente do computador porque isso não vai te levar a nada, mas mesmo assim você não sente vergonha alguma de ficar atoa o dia inteiro? Bom, após me descrever para vocês, eu tenho a minha solução anti-tédio de cada dia!

Quem me conhece sabe o quanto eu sou viciada em séries. Aliás a maioria dos meus tweets são sobre os seriados da televisão americana. E justamente essa mania de fazer comentários no blue bird, foi o que me motivou a escrever esse post. Depois de me pedirem delicadamente para que eu "calasse a boca", e de ler pedidos suplicantes para que eu desse fim aos inoportunos spoilers, cá estou para extravasar a minha vontade incontrolável de falar.

Pois então, juntando o útil ao agradável, aqui vão algumas dicas para vocês que clicaram em um link, sem medo algum de que fosse um vírus de um hacker tentando tornar seu computador um zumbi, para invadir e dar aquela zuada em sites de políticos. Você que está aí sem ter muito o que fazer. Seus amigos foram viajar para a Europa, te abandonaram aí no sofá, e ainda insistem em marcá-lo na Torre Eiffel naquelas fotos do álbum "eurotrip* de seus respectivos facebooks. E você quer de volta aqueles memoráveis momentos que passou com seus verdadeiros amigos Rachel, Chandler, Mônica, Ross, Phoebe e Joey, no entanto já assistiu a todas as 10 temporadas de Friends umas 3 vezes.

Que tal jogarmos um joguinho então? Have you met...

How I Met You Mother
Minhas séries favoritas são as de comédia, e após assistir todas as temporadas de Friends, bateu aquela depressão depois do famoso "where?" de Chandler, e então me veio a pergunta "e agora jusé?", como iria substituir o vazio que o fim da melhor série de todos os tempos me causara? É claro que após muita procura, vi que seria impossível. E eis que surge How I Met Your Mother em minha vida.

A história se passa na cidade de Nova York, quando em 2030, o arquiteto Ted Mosby (Josh Radnor) decide contar aos seus filhos como conheceu sua esposa e mãe das crianças.

Na história contada em flash back, Ted volta até o ano de 2005, época em que morava com com seu melhor amigo Marshall Eriksen (Jason Segel) e a namorada de Marshall, Lily Aldrin (Alyson Hannigan).

Ted é um cara romântico que sonha em se casar e ter filhos, mas os anos vão passando, a idade vai chegando até que encontrar a "the one" se torna quase obsessão. E é em uma dessas investidas que Ted conhece e se apaixona pela jornalista (=D) Robin Scherbatsky (Colbie Smulders), a canadense que ainda não conseguiu se dar bem em sua profissão, - uma repórter de um canal da cidade, ao qual nem mesmo seus amigos assistem - é exatamente o oposto de Ted, e não tem pretensão alguma de casar e constituir uma família.

Lily, é uma artista plástica, mas que no momento trabalha como professora de jardim de infância e namora com Marshall desde a época da faculdade. Os dois formam um dos casais mais fofos da televisão. São realmente parceiros e têm um jeito todo próprio de lidar com os momentos de crise no relacionamento. Marshall, um advogado em formação, sonha em poder "salvar o mundo" do aquecimento global.

Além de Marshall e Lily, Ted conta com a amizade de Barney Stinson (Neil Patrick Harris), um garanhão que inventa de tudo só para se dar bem com a mulherada. E vai tentar a todo custo tirar da cabeça de Ted a ideia de casamento.


Destaque

O destaque da série (criada por Carter Bays e Craig Thomas) vai para Neil Patrick Harris, que recebeu quatro indicações ao Emmy e duas indicações ao Golden Globe. O personagem de Neil, Barney Stinson, é o detentor das frases mais repetidas por aí. Entre elas "Suit up!" "Legen... wait for it... dary!", "Have you met Ted?"e "High five!"



Meu favorito


Meu personagem favorito de HIMYM, ou melhor minha personagem favorita é Robin Sherbatsky. E não é só por ela ser jornalista, o que rende a ela boas aventuras na tentativas de se dar bem, e a mim rende boas risadas. O que me agrada mais é a sua personalidade. Quase nunca demonstra fraqueza e sabe rir dos próprios defeitos e dificuldades, o que a ajuda bastante pois por ser uma canadense em terreno americano, é o alvo preferido das piadas entre os cinco amigos.


A sexta temporada de How I Met Your Mother teve seu fim em junho deste ano, e a série está programada para voltar ao ar no dia 19 de setembro de 2011, com a sua 7ª temporada. A CBS anunciou a renovação da mesma por mais duas temporadas.

E este foi o primeiro episódio da série de posts sobre... Séries! [;)] Espero que tenham gostado... Suit up! E aproveitem para conhecer How I Met Your Mother, porque eu prometo para vocês que vai ser legen... wait for it... dary!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Meu delicado jeito de dizer "não é da sua conta!"

Mais fácil que isso? Impossível!
Não existe nesse Brasil um time mais fácil de torcer...
Não se enganem, nem me entendam mal. Não vou dizer que é o melhor time, ou que tem o melhor elenco do campeonato. E daí que ganhou 25 pontos de 27 disputados? Isso é o de menos... Não estou falando de resultados. Mas para um torcedor não existe nada mais fácil do que torcer pelo Corinthians. Afinal, só temos uma função: TORCER PELO CORINTHIANS! Isso nos basta...
Imagine se tivéssemos que nos preocupar com o time dos outros? E se fizéssemos promessas só para ver o time dos outros rebaixado? Visitar milhares de páginas todos os dias procurando notícias... Do time dos outros...
Realmente admiro (ou não) os que passam (perdem) o tempo fazendo isso. No entanto eu devo admitir que desconheço torcedores com essas características. Nunca vi ninguém capaz de torcer pelo próprio time tão apaixonadamente quanto “seca” o time dos outros.
Pois é... Nada mais me surpreende depois de ter visto comemorarem mais o fracasso do rival, do que a própria conquista.
E reitero: É sim muito fácil! Podemos não ter isso ou aquilo, e podemos sofrer pela suposta falta que isso deveria nos fazer. Sofremos com a própria derrota e comemoramos a própria vitória.
Chamar algo diferente disso de “torcer”, pra mim não faz nenhum sentido...
Até a próxima... Daqui um mês, ou talvez dois...

sábado, 7 de maio de 2011

O Corinthians por um não-corinthiano

Devido aos acontecimentos dessa semana que passou, e as finais que estão por vir, resolvi clarear a mente dos que não sabem o que é viver Corinthians, não sabem explicar, não conseguem entender, e então toda essa paixão, atribuem a uma palavra: - depreciativa, em minha visão - FANATISMO.
Esse texto a seguir, foi escrito pelo jornalista Mauro Beting, palmeirense declarado. Ele conseguiu, com palavras, aproximar-se muito do que é ser corinthiano, coisa que a maioria de nós, fiéis, falhamos em todas as tentativas.
Texto postado no blog de Mauro Beting, datado de 2010, ano do centenário do Sport Club Corinthians Paulista.


"É na quarta-feira. Foi ontem. É hoje. Será sempre. O Corinthians não precisa de data para celebrar. Só precisa de Corinthians.
Pode parecer mesquinho para os outros, onanista, até. Mas isso é Corinthians para quem de fato importa – o corintiano. Basta existir.
O fiel não precisa de jogo, de estádio, de adversário, de futebol, de campeonato, de gol, de vitória, de título.

O corintiano só precisa do Corinthians para ser feliz.

Só precisa de outro corintiano para fazer festa. Ele se encontra pela rua e confraterniza como se visse um Luisinho, um Marcelinho, um Neco, um Neto, um Rivellino, um Sócrates, um Wladimir, um Cláudio, um Biro-Biro, um Zé Maria, um Basílio, um Gilmar, um Brandão, um ídolo. Um corintiano. Que não precisa ser craque, pode até ser bagre. Desde que saiba que a camisa não é um símbolo. É tudo. É Corinthians.

Não é um bando de loucos. É um corintiano. Definição precisa e perfeita. Completa e complexa. Mas simples como um torcedor que ama o time como ama a família. Se não torce de fato mais pelos 11 que jogam por todos que pelos entes queridos. Afinal, é tudo do ente. É tudo doente. É tudo Timão.

O Corinthians não é a vida de um corintiano.
Antes de ser gente ele é Corinthians.
Por isso tanta gente é Corinthians. Num Brasil imenso e injusto socialmente, o campeão dos campeões paulistas é dos maiores fatores de inclusão, justiça e igualdade no país.

Não por acaso é nação dentro deste continente. Tem regras complicadas, tem razões malucas, tem paixões regradas. Tem de tudo e tem para todos no Parque São Jorge. Na casa por usucampeão Pacaembu. No Morumbi tantas vezes palco das festas. No Maracanã campeão mundial em 2000. Nas tantas praças brasileiras que viraram casas corintianas em títulos e troféus. Até mesmo nas dores que não murcharam amores. Até mesmo nas vergonhas nos gramados e nos sem-vergonhas das tribunas e tribunais, o Corinthians sempre soube ganhar como raros, e até soube perder como poucos. Mesmo perdendo a cabeça e perdendo o juízo. Mas jamais perdendo o coração.
Doutor, eu não me engano, mesmo que meu coração seja o oposto do corintiano, não há nada que bata tanto e por tantos como esse que se diz maloqueiro e sofredor, graças a Deus!

Esse prazer de eventualmente sofrer é exclusividade alvinegra. Esse amor não se explica. É um presente. É um dom. É uma doação, mesmo quando mais parece uma danação. É sina que não se explica, que fascina até quem não é, até quem não gosta. Não sei explicar o Corinthians. Nem os corintianos conseguem.
Mas nada disso é preciso. O que importa é que sempre haverá no estádio e em cada canto um fiel. Um estado de espírito alvinegro. Um torcedor que acredita sem ter por que; que torce sem ter por quem; que joga sem ter com quem.

Listar os títulos corintianos não é fácil. Mais difícil é compreender um torcedor que até se orgulha dos fracassos. Até na segunda dos infernos. Em 2008, vi gente acreditando como sempre desde 1910. Vi fiel não abandonando. Não parando. Acreditando. Corintianando.
Fiel pode até ser rebaixado – mas não se rebaixa. Raros sabem perder e ganhar como nenhum outro jamais venceu.
Ainda mais raros (embora muitos) nasceram sabendo que quem ama não perde. Podem até ter times melhores. Mas mais amados?
Nestes 100 anos, não conheço igual.
Até porque quarta-feira não será um dia especial.
Desde 1º. de setembro de 1910, todos os dias são especiais.

Todos são dias de Corinthians. "

sexta-feira, 6 de maio de 2011

"Old but gold"

Isso foi o que Ele me disse...

“Várias pessoas farão parte de sua vida. Com centenas delas você conviverá. Muitas delas não te cativarão, por poucas você terá algum tipo de afeição. Sua família sempre estará ao seu lado, e por eles você terá um amor incondicional, eles serão capazes de dar a vida por você, e você será capaz de enfrentar o mundo por eles. Você criará inimizades por onde passar, pois nem todos irão seguir o mesmo caminho, e suas atitudes nem sempre agradarão. Mas não te assustas! Para isso enviarei alguém quando mais precisar. Não estará lá quando você nascer, sei que sentirás medo, mas sua família cuidará de você. Não estará lá quando der seus primeiros passos, pois quem irá colocar-te de pé quando cair, serão seus pais. Não estará lá em seu primeiro dia de aula, porque esse desafio terá que enfrentar sozinha. E também sozinha você aprenderá com seus fracassos, suas derrotas... Mas quando estiver só, e tudo parecer perdido, ela aparecerá. Quando precisar de conselhos, será ela que irá impedir que você erre novamente. E quando errar, ela a perdoará. Quando estiver chorando, ela se incomodará com suas lágrimas, mas não irá te reprimir. Irá fazer de tudo para consolar você, mas se de nada adiantar, apenas pra não te deixar só novamente, ela irá chorar ao seu lado. Você verá que os teus medos irão desaparecer, se sentirá segura, mas ao contrário do que se pensa, ela não te deixará quando estiver bem, ficará ao seu lado e viverão muitos momentos felizes. Muitas vezes ela também precisará de você, sabendo que você também sempre vai estar ao lado dela...”


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quinta-feira, 14 de abril de 2011

smile heart smile

(Foto: Ana Carolina Ferezini)



Sou uma daquelas pessoas procrastinadoras, que vive reclamando que não tem nada para fazer, e quando surgem mil coisas ao mesmo tempo, fica enrolando até o último segundo e no final, faz tudo mal feito. E para não perder o costume, com mais de 600 páginas para ler em duas semanas, cá estou eu, que há dois meses não escrevia nada, escolhendo um momento extremamente propício para colocar as palavras em dia.

O twitter anda me proporcionando várias alegrias desde que aprendi a usá-lo (vou confessar que levou tempo), a última delas aconteceu na semana passada, quando a atriz Lucy Hale escreveu em seu microblog a seguinte frase: "You should be able to make your own heart smile", logo interpretei aquilo como uma conseqüência de uma desilusão amorosa ou algo do tipo. Mas algo aconteceu no fim de semana, que de certa forma me fez ver essa frase de uma outra perspectiva.

Quantos lugares você deixou de ir porque ninguém queria ou poderia ir com você? E quantas loucuras já fez para ir à lugares que você odeia só para fazer parte de algo que minutos atrás não lhe fazia sentido?

É claro que algumas coisas você pareceria estúpido ao fazê-las sozinho, por exemplo, andar de pedalinho no túnel do amor. Outras seriam no mínimo perigosas. Mas ir ao cinema não se encaixa em nenhuma dessas hipóteses. É verdade que estereótipos foram criados, e ficar numa fila rodeado por pombinhos é no mínimo auto-flagelação e causa uma inveja nada saudável, mas convenhamos que para os casais, o filme é o que menos importa.

Entretanto não foi isso que me levou ao Lago Igapó em pleno domingo a tarde. E como uma londrinense envergonhada, digo que foi a primeira vez que visitei o Igapó de verdade.
Como sempre, deixei para última hora um trabalho da faculdade, - deveria tirar 10 retratos para a aula de fotojornalismo - e como minha família não é muito cooperativa quando se trata de foto, fui para rua fazer tomadas fotográficas de desconhecidos, e o único local que sabia que não estaria deserto era o lago.
Mais uma vez é o jornalismo me impulsionando a fazer coisas que jamais imaginei ser capaz:
- primeiro, perder a timidez e parar alguém na rua para pedir uma foto;
- segundo e ainda mais absurdo, perder o jogo do Coringão.

A verdade é que nunca tive a oportunidade ou sempre fiquei esperando por uma companhia que nunca apareceu. E mesmo com o receio de ir sozinha e o medo de várias coisas, entre elas o de me perder (é, eu faço isso), eu precisava daquelas fotos, e o que para minha era uma obrigação, acabou se tornando uma das melhores tardes da minha vida. Além dos retratos, tirei várias fotos do lago, e ouvi muitas histórias, como a de duas irmãs, já senhoras, que são filhas de um pioneiro de Londrina que era jornalista. (=D)

Foi aí que percebi que de certa forma havia feito meu próprio coração sorrir, e que ter alguém para dividir os momentos é importante mas não é tudo. O "tudo" vem com a realização, e pra mim veio na sensação de dever cumprido, na paixão crescente pela "profissão jornalista". Veio em cada fotografia, em cada conversa, em uma simples tarde no Lago Igapó.


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Um pouco tarde demais...



Criança,

entenda que a vida é mais complexa do que seus pais jamais poderiam te preparar. Que deveria dar mais valor a uma bala do que ao dinheiro no futuro, pois ainda há tempo para aproveitá-la e não faz sentido ter um milhão delas. Podem roubar a bala de você, mas não roubarão sua vida por causa dela. Quando crescer, irá descobrir que não é bom em quase nada. Que todas as vezes que ganhou do seu pai no xadrez... Bem... Ele te deixou vencer. Que a maioria dos elogios que recebeu, eram incentivos mascarados por mentiras, E quando sua mãe disse o quanto você é lindo, foi exatamente o que ela quis dizer.

Mãe é mãe...

Eles te ensinarão que não se deve julgar os outros pela aparência, cor, credo ou posição social, mas essas serão as perguntas que terá que responder quando for preencher o formulário de matrícula para uma universidade. Quanto insistirem muito em um assunto, tenha certeza que apenas não querem que você cometa os mesmo erros que eles.

Terá muito tempo para crescer, e então, cometer seus próprios erros, que você fará de tudo para que seus filhos não os repitam. Esses mesmos a quem você promete ser o melhor pai do mundo (muito melhor que os seus). Mas quando chegar, e as primeiras responsabilidades da vida adulta aparecer, desejará voltar a exatamente onde está agora.

Se você soubesse como seria hoje, quem você seria ontem?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Desde que...


Analisando a capacidade da minha mente de reter informações.
Memória seletiva. Faz questão de não guardar o que não aceita como verdade.

Já faz algum tempo, mas toda vez que me lembro parece que estou ouvindo a notícia pela primeira vez. A mesma sensação de vazio, de perplexidade, todas as fases da aceitação, até que tudo se perde outra vez.
Imagino como seria se tivesse outra chance, um segundo que fosse, imagino o que faria de diferente se soubesse que isso iria acontecer...

Sinto muita falta de quem muitas vezes não tinha por perto, mas sabia que estaria ali sempre que precisasse. Mas agora que preciso, cadê você?
Era o mais próximo de uma "família unida" que eu consegui ter.
Me lembro, foi em julho, 2010... Você me perguntou: "E agora? O que quer ser?", eu não soube responder, tinha muitas dúvidas ainda. Agora entendo que não é uma profissão que define quem você é, e sim o que você faz nessa vida, mas só saberá quem realmente foi depois que ela chegar ao fim. Sei quem foi, sei quanta falta faz.

Cada um guardará as melhores lembranças, eu guardarei seu abraço.

Quero ver o mundo jeito que você via.
Quero fazer bem às pessoas, pelo menos a metade do que você fazia.
Nunca vou aceitar que você se foi, não importa o quanto isso me faça sofrer.
Nunca vou me esquecer de você.

"Vamos falar de coisa boa? Vamos falar do Corinthians!"

In memoriam.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Gigantes, vencedores, mas acima de tudo, guerreiros!

Há pouco mais de 2 anos, voltava ao futebol brasileiro, um dos maiores ídolos do esporte, não apenas pelas suas conquistas dentro de campo, mas também por sua tamanha força e persistência.
Naquela época, escrevi um texto sobre a parceria Ronaldo e Corinthians. Vou postar a seguir, e depois em uma outra oportunidade, falarei sobre sua despedida dos gramados.

Gigantes, vencedores, mas acima de tudo, guerreiros!
Aos que se superam, e aos que desistem.
Àqueles que escolhem o caminho mais curto para o sucesso, e àqueles que atravessam montanhas até a vitória.
A quem agarrou uma possibilidade, e também quem a deixou passar.
De que lado você está? Qual caminho você escolhe?
O que diferencia os guerreiros dos simples vencedores, não são suas conquistas, mas sim as batalhas travadas para alcançar a glória.
Há quem tem sorte, e há quem persevera.
Serão recompensados os que acreditam até o último segundo, os que se levantam após uma dura queda... Os que têm esperança... Os que buscam... Os que lutam... Os que não se calam... Os que não fraquejam... Ou quem simplesmente segue sem se abater...
A vontade é grande, e o caminho é longo. Mas ainda que ao final a vitória não venha isso não o fará menor. Ganhará força e experiência. Passará confiança, e um exército se formará atrás dos verdadeiros guerreiros.
Os mais valentes guerreiros, não são aqueles que usam lanças e armaduras em guerras. E sim os que enfrentam os desafios, sem munição nem armas. Os que conseguem o improvável, os que calam a quem duvida de suas forças. Os que mesmo feridos se levantam.
Sua coragem é sentida por aqueles que o amam, e enlouquece qualquer que se julgue são.
Eis dois grandes guerreiros, que uniram suas forças, para conseguir o impensável. Suas histórias parecidas, cheias de glórias e tropeços, hoje fazem parte de uma só.
Um, o time do povo, de origens simples, conquistou “gregos e troianos”, ricos e pobres, empregados e patrões. Sua história encanta sempre que contada, e seu presente enche de motivos para se sonhar com um grande futuro.
Outro, jogador de inexplicáveis superações, nunca deixou de ser grande. Driblou os tempos difíceis, e deixou no chão, aqueles que não acreditavam em sua volta.
Corinthians e Ronaldo. Gigantes, vencedores, mas acima de tudo guerreiros!

Silêncio

rFica sem graça, esconder o rosto, chorar escondido...
Poderia ser um dia de festa e estar todos comemorando, mas ao invés disso, me contenho como se nada tivesse acontecido.
Ei, você realizou um sonho por esses dias?
Não, nada de importante...
Porque as palavras que você queria tanto escutar,
Bom... Elas nunca vão chegar.

Quanto a decepção pode machucar?
Não mais do que um olhar desapontado pode lhe causar.



Estou de volta ao mesmo buraco em que caí há um ano atrás. O pior é que não sei como consegui sair de lá na primeira vez...

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Rodapé

Maldita inspiração que me falta quando penso em você.
Preciso escrever, colocar no papel, mas seu nome não sei, ou não posso dizer.
Quero mudar de assunto, enganar minha mente.
Falar do tempo quando não resta mais nada a fazer.
Começo com o sol que faz lá fora, e então vem a chuva...
Leva minhas palavras...
Me traz de volta a quem quero esquecer.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Pés no chão, bailarina!

Colocou na cabeça que seria alguém, não importava quem, nem o que fosse necessário. Ali não voltaria mais. Tinha 7 anos quando deixou a casa de seus pais, mas voltou. Nenhum ano mais velha, alguns centavos mais pobre, como poderia ser correto, já que chegou a padaria sem nenhuma moeda no bolso?

Vou fazer um estrago na caderneta do meu pai, pensou a menina antes de pedir ao dono da venda, 75 centavos em balas de todos os tipos. O rapaz sorriu e então fingiu escrever algo, e depois mostrou a menina que gostaria de se certificar de que seu plano corria bem. Viu alguns rabiscos e concordou como se pudesse ler o que estava escrito.

Já posso ver a cara dele quando souber o que eu fiz. E foi quando percebeu que não estaria lá quando descobrissem. Pelo menos não ficaria de castigo e poderia ir para as aulas de balé... Mas se fosse eles a encontrariam. Teria que abandonar a escola e todos os seus amigos.

Então as lágrimas escorreram pelo seu rosto, e pouco depois já abria o portão de sua casa. Passou pela cozinha e sua mãe, pisando duro, e se dirigiu à sala onde seu pai assistia ao noticiário local.

Tudo bem! Eu volto para casa. Mas com uma condição...

O pai continuou a olhar para a televisão, mas ouvia atentamente o que a criança dizia. Iria negociar exatamente como aprendeu nos filmes. Mas aquela ali era jogo duro.

Eu quero ir as minhas aulas de balé e ser uma bailarina, e você não pode me negar isso. Outra coisa. Eu vou à escola quando eu quiser, não preciso disso para ser uma grande bailarina.

- Mas precisa “disso” para aprender a contar. Você disse UMA condição já foram duas até agora... Nunca disse que não poderia dançar, apenas pedi que fizesse a tarefa, primeiro. E enquanto não puder comprar balas com seu próprio dinheiro, sou eu que decido o que você deve ou não fazer. Temos um trato?

Ele estendeu a mão para a filha como forma de selar o acordo, mas ela ignorou a formalidade e pulou em seus braços.

É... Por enquanto temos um acordo...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

07.01.11

Nervosismo - Ansiedade. Euforia - Alegria. Decepção - Tristeza.

Por quantas mudanças de humor e sentimentos podemos passar em frações de segundo? Dependendo das circunstâncias.. Inúmeras! É a diferença entre a espera por algo e ele em si. Compre algo pela internet, leia a descrição do produto. Ela pode até te convencer a comprar, mas não terá certeza de que essa foi uma boa escolha até estar em suas mãos. E se não for o que você imaginava? Repare como a ansiedade em abrir o pacote se transforma em decepção. Você se atreveria a reclamar ao vendedor? Claro que deve! É seu direito... Envie emails, ligue quantas vezes puder. Procure um advogado... Entre na justiça se for necessário. Problema não resolvido? Lá vem outro sentimento: frustração!
Depois de tudo isso, você aprende a lição. Vai comprar pela internet novamente? Não, é claro que não... Insegurança, medo.

Esse foi só um exemplo...

Quantas vezes não iremos passar por isso? A espera pelo resultado do vestibular... Ficar o dia todo ao lado do telefone esperando "alguém" ligar, e quando o telefone tocar? Você vai atender?! Ih.. Não é quem você pensava... Lá vem tudo outra vez. Ansiedade, euforia, decepção... E agora RAIVA! Por que não liga logo?

Toda essa reflexão me leva ao dia de hoje: 07.01.11. Fui a minha primeira entrevista de emprego, não era um super emprego, mas há algum tempo minha mãe não me aguenta mais dentro de casa, então lá fui eu enviar currículo. Mandei para uma empresa ontem mesmo, e hoje me ligaram falando para eu ir à uma dinâmica... Pasmem! Fui muito bem nas entrevistas, nem fiquei tão nervosa assim... Resumindo, passei para próxima etapa do processo... É aí que inicia-se meu pior pesadelo do ano... Exame médico! Ah, nem é nada demais Carol... Sim, para você que ouve perfeitamente bem! Acontece que a vaga que eu estava pleiteando era, como eles disseram, representante de atendimento... Deixa assim, um termo mais refinado para atendente de call-center... E por isso eu deveria passar por uma audiometria. Quem me conhece sabe que eu tenho um problema com produção de cera em excesso (não ria!). Claro que eu expliquei isso para a doutora, então ela checou meus ouvidos e disse que eles não estavam obstruídos e que poderia fazer o teste sem problemas... Daí veio a bomba! Fiz o teste, e metade dos sons eu não consegui escutar. Mas eu sabia que meu ouvido não estava em boas condições, e ela repetiu então por várias vezes que não poderia ser cera o meu problema... Traduzindo, eu estou perdendo a audição... Ela não só me reprovou no teste como me aterrorizou de certa forma. Ela deveria estar apenas tentando me deixar consciente do problema. Mas não conseguiu me explicar o que estava causando aquilo... Já que vou ao otorrino de 6 em 6 meses e ele nunca viu problema algum além da cera. Provavelmente ela não é especializada na área, talvez uma médica do trabalho, porque se fosse otorrino teria me dado respostas mais concretas... Pelo menos suposições...
Então, ela acendeu o pavio, mas não quis ver os fogos...

07.01.11 Nervosismo - Ansiedade. Euforia - Alegria. Decepção - Tristeza. MEDO!