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segunda-feira, 28 de junho de 2010

"...eternamente responsável por aquilo que cativas."

Se eu for embora e nunca mais voltar, ainda restarão as boas lembranças. Mas se eu for embora, te abandonar, nada ficará além de uma mágoa, que o tempo não vai te deixar esquecer. E se um dia eu voltar, prometa não me perdoar, me ensine a dar valor àqueles que me amam, me ensine a merecer esse amor.
Não tente mudar o que eu sou, agregue valores... Não pode ser de tudo ruim. Não procure em mim aquilo que falta em você, não procure em mim aquilo que sobra em você. Não precisamos nos completar...
Procure por sentimento, não o meu, não o seu, mas os dois. Se o que encontrar for melhor do que tudo aquilo que queria, então o sentimento é verdadeiro, mas ele não nasce sozinho, ele não morre sozinho. Será responsável por quem amar e por quem magoar.

Uma fogueira

- Por que pessoas que amamos nos deixam?
- Porque elas não são eternas, e porque o sentimento que elas têm por nós, não é à prova de insanidades. Ou talvez porque elas nunca tiveram sentimento algum por nós...
- E por que continuamos a amá-las, mesmo estando distantes?
- Algo como o masoquismo. Gostamos de sofrer, ao idealizar que elas voltarão, mesmo sabendo que não vão voltar.
- E se eu conhecer outras pessoas. Fizer novas amizades ou me apaixonar novamente? O que devo fazer para não perdê-las?
- É ilusão pensar que elas não vão te abandonar...
- Então estou condenada a viver sozinha?
- Ninguém consegue sobreviver sozinho. É como uma fogueira, você sabe que ela se apagará, mas aproveita de suas chamas, ainda vivas, para se aquecer. Mas confiar em uma pessoa é como confiar em uma fogueira, quando você menos espera, ao invés de te aquecer, ela queimará sua pele, seus bens, sua vida virará cinzas. Mas como eu disse antes, no inverno, você congelaria sem ela.