
Analisando a capacidade da minha mente de reter informações.
Memória seletiva. Faz questão de não guardar o que não aceita como verdade.
Já faz algum tempo, mas toda vez que me lembro parece que estou ouvindo a notícia pela primeira vez. A mesma sensação de vazio, de perplexidade, todas as fases da aceitação, até que tudo se perde outra vez.
Imagino como seria se tivesse outra chance, um segundo que fosse, imagino o que faria de diferente se soubesse que isso iria acontecer...
Sinto muita falta de quem muitas vezes não tinha por perto, mas sabia que estaria ali sempre que precisasse. Mas agora que preciso, cadê você?
Era o mais próximo de uma "família unida" que eu consegui ter.
Me lembro, foi em julho, 2010... Você me perguntou: "E agora? O que quer ser?", eu não soube responder, tinha muitas dúvidas ainda. Agora entendo que não é uma profissão que define quem você é, e sim o que você faz nessa vida, mas só saberá quem realmente foi depois que ela chegar ao fim. Sei quem foi, sei quanta falta faz.
Cada um guardará as melhores lembranças, eu guardarei seu abraço.
Quero ver o mundo jeito que você via.
Quero fazer bem às pessoas, pelo menos a metade do que você fazia.
Nunca vou aceitar que você se foi, não importa o quanto isso me faça sofrer.
Nunca vou me esquecer de você.
"Vamos falar de coisa boa? Vamos falar do Corinthians!"
In memoriam.
Nenhum comentário:
Postar um comentário