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sábado, 7 de maio de 2011

O Corinthians por um não-corinthiano

Devido aos acontecimentos dessa semana que passou, e as finais que estão por vir, resolvi clarear a mente dos que não sabem o que é viver Corinthians, não sabem explicar, não conseguem entender, e então toda essa paixão, atribuem a uma palavra: - depreciativa, em minha visão - FANATISMO.
Esse texto a seguir, foi escrito pelo jornalista Mauro Beting, palmeirense declarado. Ele conseguiu, com palavras, aproximar-se muito do que é ser corinthiano, coisa que a maioria de nós, fiéis, falhamos em todas as tentativas.
Texto postado no blog de Mauro Beting, datado de 2010, ano do centenário do Sport Club Corinthians Paulista.


"É na quarta-feira. Foi ontem. É hoje. Será sempre. O Corinthians não precisa de data para celebrar. Só precisa de Corinthians.
Pode parecer mesquinho para os outros, onanista, até. Mas isso é Corinthians para quem de fato importa – o corintiano. Basta existir.
O fiel não precisa de jogo, de estádio, de adversário, de futebol, de campeonato, de gol, de vitória, de título.

O corintiano só precisa do Corinthians para ser feliz.

Só precisa de outro corintiano para fazer festa. Ele se encontra pela rua e confraterniza como se visse um Luisinho, um Marcelinho, um Neco, um Neto, um Rivellino, um Sócrates, um Wladimir, um Cláudio, um Biro-Biro, um Zé Maria, um Basílio, um Gilmar, um Brandão, um ídolo. Um corintiano. Que não precisa ser craque, pode até ser bagre. Desde que saiba que a camisa não é um símbolo. É tudo. É Corinthians.

Não é um bando de loucos. É um corintiano. Definição precisa e perfeita. Completa e complexa. Mas simples como um torcedor que ama o time como ama a família. Se não torce de fato mais pelos 11 que jogam por todos que pelos entes queridos. Afinal, é tudo do ente. É tudo doente. É tudo Timão.

O Corinthians não é a vida de um corintiano.
Antes de ser gente ele é Corinthians.
Por isso tanta gente é Corinthians. Num Brasil imenso e injusto socialmente, o campeão dos campeões paulistas é dos maiores fatores de inclusão, justiça e igualdade no país.

Não por acaso é nação dentro deste continente. Tem regras complicadas, tem razões malucas, tem paixões regradas. Tem de tudo e tem para todos no Parque São Jorge. Na casa por usucampeão Pacaembu. No Morumbi tantas vezes palco das festas. No Maracanã campeão mundial em 2000. Nas tantas praças brasileiras que viraram casas corintianas em títulos e troféus. Até mesmo nas dores que não murcharam amores. Até mesmo nas vergonhas nos gramados e nos sem-vergonhas das tribunas e tribunais, o Corinthians sempre soube ganhar como raros, e até soube perder como poucos. Mesmo perdendo a cabeça e perdendo o juízo. Mas jamais perdendo o coração.
Doutor, eu não me engano, mesmo que meu coração seja o oposto do corintiano, não há nada que bata tanto e por tantos como esse que se diz maloqueiro e sofredor, graças a Deus!

Esse prazer de eventualmente sofrer é exclusividade alvinegra. Esse amor não se explica. É um presente. É um dom. É uma doação, mesmo quando mais parece uma danação. É sina que não se explica, que fascina até quem não é, até quem não gosta. Não sei explicar o Corinthians. Nem os corintianos conseguem.
Mas nada disso é preciso. O que importa é que sempre haverá no estádio e em cada canto um fiel. Um estado de espírito alvinegro. Um torcedor que acredita sem ter por que; que torce sem ter por quem; que joga sem ter com quem.

Listar os títulos corintianos não é fácil. Mais difícil é compreender um torcedor que até se orgulha dos fracassos. Até na segunda dos infernos. Em 2008, vi gente acreditando como sempre desde 1910. Vi fiel não abandonando. Não parando. Acreditando. Corintianando.
Fiel pode até ser rebaixado – mas não se rebaixa. Raros sabem perder e ganhar como nenhum outro jamais venceu.
Ainda mais raros (embora muitos) nasceram sabendo que quem ama não perde. Podem até ter times melhores. Mas mais amados?
Nestes 100 anos, não conheço igual.
Até porque quarta-feira não será um dia especial.
Desde 1º. de setembro de 1910, todos os dias são especiais.

Todos são dias de Corinthians. "

sexta-feira, 6 de maio de 2011

"Old but gold"

Isso foi o que Ele me disse...

“Várias pessoas farão parte de sua vida. Com centenas delas você conviverá. Muitas delas não te cativarão, por poucas você terá algum tipo de afeição. Sua família sempre estará ao seu lado, e por eles você terá um amor incondicional, eles serão capazes de dar a vida por você, e você será capaz de enfrentar o mundo por eles. Você criará inimizades por onde passar, pois nem todos irão seguir o mesmo caminho, e suas atitudes nem sempre agradarão. Mas não te assustas! Para isso enviarei alguém quando mais precisar. Não estará lá quando você nascer, sei que sentirás medo, mas sua família cuidará de você. Não estará lá quando der seus primeiros passos, pois quem irá colocar-te de pé quando cair, serão seus pais. Não estará lá em seu primeiro dia de aula, porque esse desafio terá que enfrentar sozinha. E também sozinha você aprenderá com seus fracassos, suas derrotas... Mas quando estiver só, e tudo parecer perdido, ela aparecerá. Quando precisar de conselhos, será ela que irá impedir que você erre novamente. E quando errar, ela a perdoará. Quando estiver chorando, ela se incomodará com suas lágrimas, mas não irá te reprimir. Irá fazer de tudo para consolar você, mas se de nada adiantar, apenas pra não te deixar só novamente, ela irá chorar ao seu lado. Você verá que os teus medos irão desaparecer, se sentirá segura, mas ao contrário do que se pensa, ela não te deixará quando estiver bem, ficará ao seu lado e viverão muitos momentos felizes. Muitas vezes ela também precisará de você, sabendo que você também sempre vai estar ao lado dela...”


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