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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Virando a página.

Sempre considerei que para um livro ser bom deveria ter muito suspense, daqueles que te prendem até o fim, tentando adivinhar o que acontece no final, e o melhor deles é aquele que de todas as respostas possíveis, a escolhida é exatamente a unica que jamais passou pela sua cabeça. E assim é a vida, pessoas que vocês conhece tomarão decisões inimaginaveis, e algumas vezes você será quem surpreenderá a todos com suas escolhas.

Ainda causa muita surpresa quando conto às pessoas que eu desisti do curso. A reação é sempre a mesma. Abrem a boca de espanto, e me chamam de louca. Já ouvi muitas vezes também o quanto muitos desejariam estar no meu lugar, e que eu estava me afastando de um sonho, que era entrar em uma universidade pública, e eu respondo sempre da mesma forma - Um dia eu volto! - Sim, um dia eu volto, porque não vale a pena realizar o sonho de outras pessoas, não é mesmo?

Hoje sou uma ex-futura fisioterapeuta, e não me arrependo de ter errado dessa vez... Aprendi a dar valor nos sonhos, desistir de uma falsa segurança e correr atrás do que realmente desejo. A vida é muito curta para ficar apenas imaginando como seria se tivessemos seguido nossos instintos.

O medo de errar é um abismo profundo que se forma entre nossas vontades e a realização das mesmas... Ele não nos permite fracassar mas também nos impede de ver o que tem do outro lado.
Não quero apagar nada disso de minha história, afinal, foram os melhores anos da minha vida - até agora. Estou virando a página, mas não arrancarei do meu livro aquelas que ficaram para trás.

domingo, 21 de novembro de 2010

Não vale apena...


Já disse pra mim mesma, vou deixar de torcer, vou odiar futebol, vou ao shopping aos domingos. Quero deixar de sofrer, quero chorar apenas por coisas que realmente importam, quero dar valor ao meu coração e não colocá-lo a beira de um colapso a cada gol perdido, a cada vitória sofrida... Desejo desatar esse nó da minha garganta a cada derrota amarga.
Prometo, amanhã, deixar a camisa na gaveta e o orgulho de lado, não sorrirei ao cruzar com um corinthiano na rua, ou quando vir uma bandeira em uma janela. E quando ouvir o hino, nenhum som sairá de minha boca, apenas cruzarei os braços esperando pelo fim. Enquanto isso, eu me lembrarei de que não vale a pena.
Nem mesmo naquele silêncio que antecede um grito de gol, quando as arquibancadas se calam só esperando a bola finalmente descansar no fundo da rede. Não vale a pena sofrer na arquibancada enquanto o time perde mais uma partida, ainda que os jogadores dêem o sangue, ainda que a vitória venha no último minuto. Mesmo assim não vale a pena...
Não vale a pena esperar 22 anos por um título, ainda que aquelas lágrimas venham da alma e aquele choro que finalmente tranqüilizará seu peito venha sem nenhuma cerimônia. E que aquele abraço inesquecível venha de um desconhecido. E todas essas histórias que você poderia contar para seus filhos, são muito poucas perto de tudo aquilo que sofreu...
A quem estou querendo enganar, quando tudo o que eu queria era poder ter visto aquele gol de Basílio?
Lembro de todas as vezes que deixei de acreditar e aquela mesma vitória, no último minuto, me ensinou do jeito mais difícil, de que o Corinthians é o time do impossível e que não existe vitória certa, tão pouco uma derrota que possa ser gravada em pedra antes do apito final.
E a cada dia mais, sei que não vale a pena negar aquilo que o coração sente, nem o sangue que corre em suas veias. Não vale a pena deixar a camisa na gaveta, nem mesmo após uma derrota para o rival, porque todos aqueles olhares de desdém nem se comparam ao orgulho de encontrar outro corinthiano na rua, e sem dizer uma palavra, aquela será a melhor conversa que terá em todo o seu dia.
Não vale a pena deixar o Corinthians de lado, não vale a pena e não é possível.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Desde então, rimas não faço mais...

Enquanto estiver sem criatividade e preocupada com vestibular, irei apenas postar alguns textos antigos... O próximo é uma espécie de homenagem as 7 pessoas mais especiais que já conheci...

Andei procurando a felicidade, me disseram que era rara e difícil de encontrar. Um senhor já com certa idade, me disse que o segredo, era não procurar. Desolada e já muito cansada, percebi que na verdade, felicidade não há. E que o tempo estaria passando, e eu ainda continuaria a rimar.

Anos depois, encontrei esse mesmo senhor. Contei a ele todos os meus fracassos, e que de tanto buscar percebi que nada iria encontrar. Ele então me entregou um papel amassado dizendo que todas as respostas estariam lá.

Abri já sem muita esperança, imaginando que um “x” marcaria o lugar. Me surpreendi quando vi só palavras, e que nessas palavras, sentido, não podia se encontrar. (Mas por que continuo a rimar?)

Percebendo que nada entendi, ele então se pôs a explicar. “A resposta para tudo o que procura, está em uma única palavra, na qual todas essas qualidades possam se encaixar.”

Um dia, após horas de viagem, sentei-me ao chão e comecei a observar. As pessoas continuavam seus caminhos, mecanicamente nada percebiam a sua volta. Foi então que vi um sorriso, que a todos saudava sem pedir resposta em troca. Fixei-me naquela pessoa como se ela tivesse algo a me ensinar.

Abruptamente ela parou, e pôde me enxergar, como se de invisível, um brilho passasse a me iluminar. Se aproximou devagar, mas sem medo do que minha tristeza poderia lhe causar. Ela me cumprimentou, e logo perguntei se com ela estava a felicidade. E ela sem nada entender, disse-me apenas que tudo o que procuro está na AMIZADE.

Ela ouviu todas as minhas histórias pacientemente, e percebendo o meu cansaço me ofereceu um lugar para ficar. Mais tarde naquele mesmo dia, abri aquele velho papel, esperando encontrar palavras, mas tudo o que encontrei foi o significado do que eu procurava.

Desde aquele dia, anos se passaram, e essa história eu continuo a contar, a cada perdido que venha querendo a felicidade encontrar. E por incrível que pareça, rimas não faço mais.

sábado, 23 de outubro de 2010

É isso que nos faz diferente


Texto antigo, escrito em 2008 após a triste derrota para o Sport na final da Copa do Brasil. Upando para quem ainda não viu... Mais tarde terá outros... Salve salve nação Corinthiana!


É isso que nos faz diferente

Quando penso que meu coração não irá mais suportar tão grande dor, me surpreendo, pois ele continua a bater. As lágrimas escorrem pelo meu rosto, me lembrando de um passado não tão distante. O chão desaparece debaixo dos meus pés. Tento recordar como tudo isso começou. Quando deixei esse amor extrapolar as barreiras da razão? Ao fundo ouço gritos vindos de todas as partes, e me pergunto: Por que estão comemorando? É claro que a maior torcida do Brasil não ia deixar barato. Os anti-corinthianos estão por toda parte. Eles riem, eles gritam e comemoram. Eu me levanto, enxugo as lágrimas, me envolvo na tua bandeira. E quando todos olham pra mim, eu sorrio, o aplaudo e volto a gritar teu nome para quem quiser ouvir. Os que estavam comemorando se calam, os FIEIS repetem os meus atos. Pois é, agora ninguém mais tem coragem de mexer com você, porque o breve momento de fraqueza acabou, e a inveja dos teus adversários aumenta. Eles balançam a cabeça em sinal de reprovação, mas o que acontece mesmo é que eles não entendem o que realmente estamos sentindo. É claro que nos decepcionamos. Quem esperava perder aquele título que estava em nossas mãos? Realmente sofremos, queríamos mais, é claro. Mais entrega dos jogadores, mais amor a camisa, mais respeito. Alguns me perguntam de onde vem tanta coragem de sair por ai com aquela camisa. Eu não diria que é coragem, eu acredito que seja amor. E respondo: Você largaria sua família porque algo não saiu como o esperado? Você tiraria a sua vida porque nada está dando certo? (alguns fazem isso, mas esses são os covardes, que tiram a própria vida com medo de viver) E eu digo: Essa aqui é minha família, está no meu sangue! Isto aqui é a minha vida, aquilo que faz o meu coração bater. Estou triste hoje sim, como milhões estão. Mas é hora de se levantar novamente e voltar a lutar, porque é isso que nos torna diferentes dos demais. Somos o povo. O povo fiel e sofredor, que acordou sabendo que a batalha continua. Um povo humilde e trabalhador, que tenta se desligar um pouco da noite anterior, no dever de correr atrás do pão de cada dia.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O que você vai ser?

Como você se imagina daqui a 20 anos? Um médico cirurgião bem sucedido, um engenheiro dono de sua própria construtora, um promotor, um juiz? Quando pensamos onde queremos estar no futuro, sempre nos vêm coisas boas, estaremos sempre um passo a frente de onde estamos hoje. Acontece que quanto mais andamos, mais longe queremos chegar, e em um momento de nossas vidas, nos encontraremos em um beco sem saída, e nesse exato instante começaremos a nos indagar se toda essa longa caminhada valeu a pena. Muitos chegarão à conclusão de que sim, e se sentirão realizados, outros colocarão em uma balança os prós e os contras, e todas aquelas “pedras” que encontraram e retiraram de seu caminho somarão um grande peso, e um déficit irá se fazer notar.

Mas a maioria de nós não irá chegar ao fim dessa estrada. Um dia seremos obrigados a dar um passo maior que perna, e então o fracasso será certo. Como lidar com o fracasso? Será possível olhar para trás e se dar por satisfeitos com tudo aquilo que foi construído ao longo do caminho, e com tudo aquilo que não foi destruído, que permaneceu intacto?

Será que lidaremos da mesma forma de quando descobrimos que não poderíamos ser Power Rangers, ou um grande mestre Pokémon? Quando percebemos que não é tão fácil assim ser melhor que Pelé, ou encontrar um príncipe encantado, ou ser uma linda mulher e se casar com um Richard Gere. Mas todos um dia superamos essas frustrações...

Será tão mais difícil acabar com sonho de um adulto sem destruir sua vida? À criança, damos tempo, até que ela perceberá que mesmo sem super poderes, poderá realizar grandes feitos. E se nos dermos conta de que todo aquele tempo que tínhamos na infância simplesmente foi gasto? E que não existe poderes sobrenaturais ou máquina do tempo que o faça voltar atrás.

Quando aprenderemos que a vida não é tão simples quanto a gramática, e teremos consciência de que não existe um presente permanente quando o verbo é “viver”?

Não se trata também de viver cada dia como se fosse o último... Seria o mesmo que transformar a loucura em rotina...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Onde está a sua voz?

Falta pouco menos de um mês para o vestibular, e sei que não estou me empenhando nem um décimo do que prometi no início das aulas. Culpo as inúmeras distrações que a modernidade me proporciona. TV com centenas de canais, que posso gastar muito tempo passando de canal em canal para encontrar algo que me interessa – o que raramente acontece... Não tenho mais tempo para ler um livro, nem mesmo assisto mais o jornal pela televisão... Recebo as notícias em apenas 140 caracteres – economia de tempo para perder mais tempo em coisas menos produtivas. Por exemplo, assistir inúmeras séries americanas. Começo a me envergonhar de gastar tanto tempo do meu dia com sitcoms. Quando se pensa que tem uma super vida social, percebe que metade das pessoas que estão no seu MSN você nunca viu na vida, e que apenas uma pequena parcela daqueles que realmente conhece, costuma conversar com você, e se surpreende quando toma consciência de que aqueles que se tem mais contato são grandes amigos que há muito tempo no vê, não por causa da distância, mas porque se gasta muito tempo na frente de um computador, sabendo tudo sobre todos, mas sem conhecer ninguém...

Expomos nossas vidas pra quem não conhecemos, e não temos coragem de ter uma conversa sincera com quem mais amamos. Aos meus amigos que deixei no passado, e que por muito tempo julguei que tivessem me deixado de lado, não conheço mais vocês... Não sei o que fazem, não sei como se sentem, não rio mais com vocês, não choro mais com vocês, nem faço mais brincadeiras idiotas só pra ganhar um sorriso, ou falo coisas absurdas só pra chamar sua atenção. Mas tudo bem, já que eu tenho em quem por a culpa: a Internet, que substituiu o telefone, que substituiu as cartas, que substituiu as visitas casuais para um chá, que por fim substituiu o convívio.

Estamos na dita “Era da Informação”, onde as notícias só não são tão rápidas quanto a velocidade da luz, que alimenta nossa ânsia por conhecimento e nos deixa a um passo da sabedoria e a centímetros da total ignorância. Aquilo que era para nos informar, nos deforma, nos aprisiona onde ficamos vulneráveis e tendemos a acreditar em uma verdade pré-fabricada, onde nossos pensamentos são limitados e inofensivos, quando perdemos nossa força e trocamos nossa voz por 140 caracteres...


domingo, 26 de setembro de 2010

Quando perdi e ganhei um amigo.

O primeiro conto que posto aqui no blog. Sem nenhuma fidelidade com fatos reais, não excluindo a possibilidade de ser a história alguém.



Posso ver as pessoas olhando para mim, consigo imaginar o que elas estão pensando. Toda essa falsa empatia só me faz sentir ainda mais culpa. Digo “falsa” porque nada disso reflete aquilo que estou sentindo, mas me lembra de como eu deveria estar.
Tudo veio em forma de fofoca, entre os arranjos de mesa da festa de casamento, e o novo carro do vizinho, durante uma dessas rotineiras ligações de minha irmã.

- Eu não sei qual escolher... Todos são tão lindos! Quando a Dé chegar, pede pra ela me ligar, quero que me ajude. Ah, e com o vestido também. Na verdade eu já escolhi o modelo, mas quero a opinião dela... Arthur? Ta aí?
- Desculpa, sabe que não consigo te acompanhar quando você começa a tagarelar. Mas já anotei aqui: “Dé, ligar para Luciana”. Mas alguma coisa?
- Não, era só isso mesmo... Ei Thur, você ficou sabendo? Acho que já, né? Eu sinto muito, sei que vocês não eram tão próximos mais, mas mesmo assim.
- De novo eu me perdi. Do que você está falando?
- Do Diego. Tão novo e com dois filhos ainda...


É verdade, não éramos mais tão próximos... DOIS FILHOS? Quando isso aconteceu? Mas nem tão distantes também, fiquei sabendo que ele morava a algumas quadras de distância.
Amigos de infância, daqueles inseparáveis. (Às vezes tentava me lembrar de como ele era. Impossível sem a ajuda das fotos.) Seguimos assim, inseparáveis, até o fim do colegial, quando ele passou no vestibular na federal, e se mudou para a capital. No começo parecia tudo normal, uma amizade inabalável, ele passava as férias aqui, trocávamos e-mails, e algumas conversas pelo telefone. Mas com o tempo, outras responsabilidades surgiram, novos amigos entraram em nossas vidas, a falta de tempo e por fim o desinteresse fez com que a amizade esfriasse, até ficar apenas nas lembranças. Passei a abrir minha caixa eletrônica com menos freqüência, os telefonemas eram cada vez mais raros, e os encontros ficaram apenas nos planos.
Voltou à cidade anos depois de formado. Na época, me perguntaram se eu iria visitá-lo, mas não fazia sentido tentar retomar algo que parecia tão perdido, hoje, confesso que não sei mais.

A minha frente, vejo uma mulher debruçada em seu caixão, presumo ser sua esposa. Ao redor, reconheço alguns amigos do colegial, tão quanto desconhecidos para mim. Estou parado próximo a porta, não tenho coragem de me aproximar, imagino ser por vergonha de ter me tornado tão ausente, por vergonha de não ter derramado nenhuma lágrima com a notícia da morte de meu melhor amigo.
Sem eu perceber, a mulher que antes estava chorando junto ao marido, agora estava do meu lado.
- Você deve ser o Arthur. Não está muito diferente das fotos... Ele vivia vendo aquelas fotos, e reclamando do péssimo amigo que era por não conseguir nem se lembrar de como o melhor amigo era. Passava várias vezes em frente à sua casa, sem coragem de bater na porta. Ele dizia estar tudo perdido.

O olhar daquela moça estava distante, as lágrimas caiam e ela já nem se importava, não havia mais soluços como deveria ter tido no início. Era como se ela falasse não para mim, mas para o homem que já não podia responder.

- Passamos tanto tempo tentando preencher o vazio que a falta de alguém nos faz, tentando esquecer aqueles que mais amamos que não percebemos que todo aquele tempo perdido poderia ter sido para evitar tantas mágoas e decepções. Não conseguimos admitir nossos erros, com isso não nos permitimos perdoar os dos outros.

Como meu amigo, eu já não podia responder, pois não havia perguntas.
Meus primeiros passos foram vacilantes, ainda com muito receio, foi quando as lágrimas começaram a cair.

Tanto tempo perdido, tantas desculpas inventadas, e para quê? Para afastar quem mais amamos.
Mal sabe o que fala quem diz que quem deixou de ser amigo é porque nunca amigo foi. E se engana mais ainda quem diz que amigos podem deixar de ser amigos. Eles simplesmente se vão de nossas vidas, às vezes voltam, e muitas delas não permitimos que dela, façam parte novamente.

Hoje eu perdi um amigo que há muito não sabia que tinha.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

AO CAMPEÃO DOS CAMPEÕES, PARABÉNS!

Esperei baixar um pouco a poeira da festa do Centenário para fazer a devida homenagem ao Campeão dos campeões.

Tivemos um dia em especial para nos lembrarmos de sua história, mas nos outros 364 somos nós que a escrevemos. Quando lotamos um estádio e cantamos os 90 minutos... Isso é grande visto aos olhos dos outros, para nós é obrigação, o nosso 1º mandamento. Ou quando viajamos milhares de quilômetros para vê-lo jogar, quando invadimos um estádio, mas dessa vez o do adversário, somos invejados mas jamais superados, e até hoje lembrados por isso. Todos já sabem do que somos capazes, no entanto ninguém conseguiu explicar o porque. Nem mesmo o maior dos corinthianos ou o mais sábio deles...
E como explicar o sentimento de quem nunca foi ao estádio ver o Corinthians jogar e mesmo assim chora relembrando grandes momentos de quando ainda nem era nascido? Como explicar o crescimento de uma torcida que há tantos anos não via o time levantar uma taça? Ou o incontrolável sorriso que aparece em nossos rostos quando cruzamos com um total desconhecido, mas corinthiano, na rua?
O que move essas pessoas que calaram um estádio e até mesmo todo o país ao final da partida mais dolorosa de sua história? Aqueles que prometeram nunca abandoná-lo, Corinthians? Ah eles mesmos já deram a resposta: Porque te amam.
Há muitas perguntas que os homens ainda não conseguiram explicar, muitas delas continuarão sem respostas, mas é certo de que o "Corinthians é um fenômeno a ser estudado" por cientistas ou filósofos da bola, invejado pelos adversários e a nós cabe a melhor parte - nem sempre fácil - de estar com o Corinthians onde ele estiver.
E assim serão os próximos 100, 200, 1000 anos... PELO CORINTHIANS, COM MUITO AMOR, ATÉ O FIM! Com a mesma certeza do amor que sinto, sei também que serás ETERNO! Enquanto o último coração alvinegro, mesmo que vacilante, bater, será lembrado.

FELIZ CENTENÁRIO CORINTHIANS! FELIZ CENTENÁRIO CORINTHIANOS!

domingo, 29 de agosto de 2010

Um único dia. Talvez o último.

Se hoje fosse meu último dia e essas fossem minhas últimas palavras, queria poder dizer que vivi pouco, mas intensamente.
Que me bastaram os sonhos apenas por existirem, sem qualquer obrigação de torná-los reais e que ao optar em deixá-los apenas no mundo dos deslumbres, não fosse acusada de comodismo ou falta de coragem.

Queria poder dizer que amei, sem me importar em reciprocidade. O sentimento me bastava.

Mas acima de tudo, hoje, eu gostaria de poder dizer que vivi cada dia como se fosse o único e não como há muito vivo, desejando que cada dia fosse o último.
E então, em todos os sentimentos puros que poderiam existir, enchi de humanidade. Dos meus sonhos, os fiz objetivos, metas... Usei de muita persistência - era o que eu pensava ser, e que no início não deixava de ser verdade - foi quando deixei de ouvir, deixei de enxergar, quando minhas qualidades desapareceram e tudo o que se via era a minha ganância. Naquele momento não importava mais os sonhos realizados, nem mesmo as conquistas. Foi quando percebi que apesar de ter vencido em tudo, fracassei quando tudo o que fiz foi pensando no futuro, desejando que o amanhã chegasse e assim eu poderia começar a viver.

E quando amei, não tardaram a aparecer as expectativas. Pois como é de conhecimento de todos: não se deve amar quem não ama você. Mas a verdade é que somos incapazes de aceitar a rejeição sem nos culpar ou culpar aos outros. Preferimos nos afastar daquilo de mais verdadeiro que existe, e escolhemos nos prender a quem nos trás a falsa sensação de segurança. Como se não fosse tudo, preenchemos esse relacionamento com responsabilidades e cobranças. Transformamos o amor em contrato.

Se hoje fosse meu último dia, prometeria à qualquer um que pudesse me ouvir, aquele que pudesse me ajudar, que se eu tivesse mais uma chance eu faria tudo diferente. E se eu tivesse mais um dia, viveria como se fosse o único.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

"...eternamente responsável por aquilo que cativas."

Se eu for embora e nunca mais voltar, ainda restarão as boas lembranças. Mas se eu for embora, te abandonar, nada ficará além de uma mágoa, que o tempo não vai te deixar esquecer. E se um dia eu voltar, prometa não me perdoar, me ensine a dar valor àqueles que me amam, me ensine a merecer esse amor.
Não tente mudar o que eu sou, agregue valores... Não pode ser de tudo ruim. Não procure em mim aquilo que falta em você, não procure em mim aquilo que sobra em você. Não precisamos nos completar...
Procure por sentimento, não o meu, não o seu, mas os dois. Se o que encontrar for melhor do que tudo aquilo que queria, então o sentimento é verdadeiro, mas ele não nasce sozinho, ele não morre sozinho. Será responsável por quem amar e por quem magoar.

Uma fogueira

- Por que pessoas que amamos nos deixam?
- Porque elas não são eternas, e porque o sentimento que elas têm por nós, não é à prova de insanidades. Ou talvez porque elas nunca tiveram sentimento algum por nós...
- E por que continuamos a amá-las, mesmo estando distantes?
- Algo como o masoquismo. Gostamos de sofrer, ao idealizar que elas voltarão, mesmo sabendo que não vão voltar.
- E se eu conhecer outras pessoas. Fizer novas amizades ou me apaixonar novamente? O que devo fazer para não perdê-las?
- É ilusão pensar que elas não vão te abandonar...
- Então estou condenada a viver sozinha?
- Ninguém consegue sobreviver sozinho. É como uma fogueira, você sabe que ela se apagará, mas aproveita de suas chamas, ainda vivas, para se aquecer. Mas confiar em uma pessoa é como confiar em uma fogueira, quando você menos espera, ao invés de te aquecer, ela queimará sua pele, seus bens, sua vida virará cinzas. Mas como eu disse antes, no inverno, você congelaria sem ela.