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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Rodapé

Maldita inspiração que me falta quando penso em você.
Preciso escrever, colocar no papel, mas seu nome não sei, ou não posso dizer.
Quero mudar de assunto, enganar minha mente.
Falar do tempo quando não resta mais nada a fazer.
Começo com o sol que faz lá fora, e então vem a chuva...
Leva minhas palavras...
Me traz de volta a quem quero esquecer.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Pés no chão, bailarina!

Colocou na cabeça que seria alguém, não importava quem, nem o que fosse necessário. Ali não voltaria mais. Tinha 7 anos quando deixou a casa de seus pais, mas voltou. Nenhum ano mais velha, alguns centavos mais pobre, como poderia ser correto, já que chegou a padaria sem nenhuma moeda no bolso?

Vou fazer um estrago na caderneta do meu pai, pensou a menina antes de pedir ao dono da venda, 75 centavos em balas de todos os tipos. O rapaz sorriu e então fingiu escrever algo, e depois mostrou a menina que gostaria de se certificar de que seu plano corria bem. Viu alguns rabiscos e concordou como se pudesse ler o que estava escrito.

Já posso ver a cara dele quando souber o que eu fiz. E foi quando percebeu que não estaria lá quando descobrissem. Pelo menos não ficaria de castigo e poderia ir para as aulas de balé... Mas se fosse eles a encontrariam. Teria que abandonar a escola e todos os seus amigos.

Então as lágrimas escorreram pelo seu rosto, e pouco depois já abria o portão de sua casa. Passou pela cozinha e sua mãe, pisando duro, e se dirigiu à sala onde seu pai assistia ao noticiário local.

Tudo bem! Eu volto para casa. Mas com uma condição...

O pai continuou a olhar para a televisão, mas ouvia atentamente o que a criança dizia. Iria negociar exatamente como aprendeu nos filmes. Mas aquela ali era jogo duro.

Eu quero ir as minhas aulas de balé e ser uma bailarina, e você não pode me negar isso. Outra coisa. Eu vou à escola quando eu quiser, não preciso disso para ser uma grande bailarina.

- Mas precisa “disso” para aprender a contar. Você disse UMA condição já foram duas até agora... Nunca disse que não poderia dançar, apenas pedi que fizesse a tarefa, primeiro. E enquanto não puder comprar balas com seu próprio dinheiro, sou eu que decido o que você deve ou não fazer. Temos um trato?

Ele estendeu a mão para a filha como forma de selar o acordo, mas ela ignorou a formalidade e pulou em seus braços.

É... Por enquanto temos um acordo...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

07.01.11

Nervosismo - Ansiedade. Euforia - Alegria. Decepção - Tristeza.

Por quantas mudanças de humor e sentimentos podemos passar em frações de segundo? Dependendo das circunstâncias.. Inúmeras! É a diferença entre a espera por algo e ele em si. Compre algo pela internet, leia a descrição do produto. Ela pode até te convencer a comprar, mas não terá certeza de que essa foi uma boa escolha até estar em suas mãos. E se não for o que você imaginava? Repare como a ansiedade em abrir o pacote se transforma em decepção. Você se atreveria a reclamar ao vendedor? Claro que deve! É seu direito... Envie emails, ligue quantas vezes puder. Procure um advogado... Entre na justiça se for necessário. Problema não resolvido? Lá vem outro sentimento: frustração!
Depois de tudo isso, você aprende a lição. Vai comprar pela internet novamente? Não, é claro que não... Insegurança, medo.

Esse foi só um exemplo...

Quantas vezes não iremos passar por isso? A espera pelo resultado do vestibular... Ficar o dia todo ao lado do telefone esperando "alguém" ligar, e quando o telefone tocar? Você vai atender?! Ih.. Não é quem você pensava... Lá vem tudo outra vez. Ansiedade, euforia, decepção... E agora RAIVA! Por que não liga logo?

Toda essa reflexão me leva ao dia de hoje: 07.01.11. Fui a minha primeira entrevista de emprego, não era um super emprego, mas há algum tempo minha mãe não me aguenta mais dentro de casa, então lá fui eu enviar currículo. Mandei para uma empresa ontem mesmo, e hoje me ligaram falando para eu ir à uma dinâmica... Pasmem! Fui muito bem nas entrevistas, nem fiquei tão nervosa assim... Resumindo, passei para próxima etapa do processo... É aí que inicia-se meu pior pesadelo do ano... Exame médico! Ah, nem é nada demais Carol... Sim, para você que ouve perfeitamente bem! Acontece que a vaga que eu estava pleiteando era, como eles disseram, representante de atendimento... Deixa assim, um termo mais refinado para atendente de call-center... E por isso eu deveria passar por uma audiometria. Quem me conhece sabe que eu tenho um problema com produção de cera em excesso (não ria!). Claro que eu expliquei isso para a doutora, então ela checou meus ouvidos e disse que eles não estavam obstruídos e que poderia fazer o teste sem problemas... Daí veio a bomba! Fiz o teste, e metade dos sons eu não consegui escutar. Mas eu sabia que meu ouvido não estava em boas condições, e ela repetiu então por várias vezes que não poderia ser cera o meu problema... Traduzindo, eu estou perdendo a audição... Ela não só me reprovou no teste como me aterrorizou de certa forma. Ela deveria estar apenas tentando me deixar consciente do problema. Mas não conseguiu me explicar o que estava causando aquilo... Já que vou ao otorrino de 6 em 6 meses e ele nunca viu problema algum além da cera. Provavelmente ela não é especializada na área, talvez uma médica do trabalho, porque se fosse otorrino teria me dado respostas mais concretas... Pelo menos suposições...
Então, ela acendeu o pavio, mas não quis ver os fogos...

07.01.11 Nervosismo - Ansiedade. Euforia - Alegria. Decepção - Tristeza. MEDO!