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quinta-feira, 14 de abril de 2011

smile heart smile

(Foto: Ana Carolina Ferezini)



Sou uma daquelas pessoas procrastinadoras, que vive reclamando que não tem nada para fazer, e quando surgem mil coisas ao mesmo tempo, fica enrolando até o último segundo e no final, faz tudo mal feito. E para não perder o costume, com mais de 600 páginas para ler em duas semanas, cá estou eu, que há dois meses não escrevia nada, escolhendo um momento extremamente propício para colocar as palavras em dia.

O twitter anda me proporcionando várias alegrias desde que aprendi a usá-lo (vou confessar que levou tempo), a última delas aconteceu na semana passada, quando a atriz Lucy Hale escreveu em seu microblog a seguinte frase: "You should be able to make your own heart smile", logo interpretei aquilo como uma conseqüência de uma desilusão amorosa ou algo do tipo. Mas algo aconteceu no fim de semana, que de certa forma me fez ver essa frase de uma outra perspectiva.

Quantos lugares você deixou de ir porque ninguém queria ou poderia ir com você? E quantas loucuras já fez para ir à lugares que você odeia só para fazer parte de algo que minutos atrás não lhe fazia sentido?

É claro que algumas coisas você pareceria estúpido ao fazê-las sozinho, por exemplo, andar de pedalinho no túnel do amor. Outras seriam no mínimo perigosas. Mas ir ao cinema não se encaixa em nenhuma dessas hipóteses. É verdade que estereótipos foram criados, e ficar numa fila rodeado por pombinhos é no mínimo auto-flagelação e causa uma inveja nada saudável, mas convenhamos que para os casais, o filme é o que menos importa.

Entretanto não foi isso que me levou ao Lago Igapó em pleno domingo a tarde. E como uma londrinense envergonhada, digo que foi a primeira vez que visitei o Igapó de verdade.
Como sempre, deixei para última hora um trabalho da faculdade, - deveria tirar 10 retratos para a aula de fotojornalismo - e como minha família não é muito cooperativa quando se trata de foto, fui para rua fazer tomadas fotográficas de desconhecidos, e o único local que sabia que não estaria deserto era o lago.
Mais uma vez é o jornalismo me impulsionando a fazer coisas que jamais imaginei ser capaz:
- primeiro, perder a timidez e parar alguém na rua para pedir uma foto;
- segundo e ainda mais absurdo, perder o jogo do Coringão.

A verdade é que nunca tive a oportunidade ou sempre fiquei esperando por uma companhia que nunca apareceu. E mesmo com o receio de ir sozinha e o medo de várias coisas, entre elas o de me perder (é, eu faço isso), eu precisava daquelas fotos, e o que para minha era uma obrigação, acabou se tornando uma das melhores tardes da minha vida. Além dos retratos, tirei várias fotos do lago, e ouvi muitas histórias, como a de duas irmãs, já senhoras, que são filhas de um pioneiro de Londrina que era jornalista. (=D)

Foi aí que percebi que de certa forma havia feito meu próprio coração sorrir, e que ter alguém para dividir os momentos é importante mas não é tudo. O "tudo" vem com a realização, e pra mim veio na sensação de dever cumprido, na paixão crescente pela "profissão jornalista". Veio em cada fotografia, em cada conversa, em uma simples tarde no Lago Igapó.


Um comentário:

  1. Carol =) primeira vez no seu blog e adorei seu post, é muito importante se sentir realizada e ser apaixonada pelo que faz. Sucesso pra você!
    Beijos

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